Como
desenvolveu-se o trabalho das Constelações Familiares?
O
trabalho de constelações segundo Bert Hellinger
é uma forma de terapia breve, orientada pelas soluções.
Traz à luz, de forma rápida e precisa, as dinâmicas
que ligar o cliente de uma forma disfuncional ao seu sistema de
referência, que o limitam em suas possibilidades de ação
e desenvolvimento pessoal, impedindo-o de estruturar a sua vida
de uma forma positiva. No método das constelações
são incluídas experiências, técnicas
e formas de procedimento de outras abordagens e escolas de psicoterapia,
por exemplo, a hipnose, a terapia comportamental, a terapia gestalt
e a terapia sistêmica.
Três terapeutas foram importantes para Hellinger no caminho
do desenvolvimento das constelações sistêmicas:
Jakob Moreno, pioneiro na terapia sistêmica dramatizada,
Ivan Boszormenyi-Nagy, que reconheceu estruturas dos acontecimentos
que se repetem regularmente quase como leis nas histórias
familiares, e finalmente Virgina Satir, que entre outras técnicas,
desenvolveu a “técnica da família simulada”.
Além destas referências, não podemos esquecer
que a busca de Hellinger desenvolveu-se primeiramente na sua própria
busca pessoal de auto-conhecimento, e neste sentido, a dinâmica
de grupo do início da carreira dele, ainda como padre,
serviu como aprendizado para lidar com o trabalho de grupo. Como
psicanalista, o foco voltou-se para a história individual
do cliente. Na técnica da análise de script descobriu-se
o envolvimento familiar. Já a terapia do grito primal,
de Arthur Janov, trouxe a Hellinger a realidade da existência
da “dor primitiva fundamental” resultado da interrupção
do movimento de aproximação do cliente com a mãe
e com o pai, um trauma vivido de maneira inconsciente no período
da infância. Foi também neste momento que o terapeuta
alemão percebeu a existência de sentimentos secundários,
que são demonstrações emocionais que podem
ser extremamente dramáticas, mas que não possuem
efeito terapêutico nenhum, porque são alimentadas
por imagens e pensamentos originados por crenças mentais,
que não tem nada a ver com a origem do problema. Ater-se
a estes sentimentos secundários acaba desviando o terapeuta
e o cliente do foco principal, que é a origem do problema,
e conseqüentemente, da possível resolução.