Os mecanismos que nos fazem um ser pensante é produto da
evolução biológica. Apesar de acharmos que
o nosso pensamento é um grande indicador de superioridade
da raça humana, no fundo, a forma que pensamos é
originária das necessidades que tivemos como homens coletores
de alimentos, nômades e participantes de um pequeno grupo.
Este
tipo de característica veio sendo gravado no nosso código
genético, trazendo todas as nossas características
neuronais, de sinapses e, portanto, de comportamentos mais ou
menos previsíveis.
Durante
mais de 6 milhões de anos o homem foi nômade, viveu
em pequenos grupos e foi coletor de alimentos. É por isso
que, ao utilizarmos somente nossa mente racional para nos adaptarmos
à sociedade moderna, onde milhões residem na mesma
cidade, a disputa pelo espaço é feroz e geralmente
a residência é fixa, o homem se sente um “cachorro
que se perdeu da mudança”.
Vem
o medo, vem a insegurança, vem o desejo de se esconder...
Devemos lembrar que estas características que falamos “modernas”,
só ocorrem no nosso mundo há mais ou menos 200 anos.
É nada! Chegará o dia, pela evolução
natural, que estaremos biologicamente mais preparados para convivermos
bem com o tipo de sociedade atual. Para isso é necessário,
aos que realmente querem ser feliz, uma mudança radical
na sua forma de ver o mundo. Os olhos racionais de hoje verão
medo em tudo, dificuldade em tudo, desafio em tudo, pois é
para isso que a mente racional está condicionada.
O
grande diferencial na raça humana, ainda pobremente explorado,
é saber utilizar a capacidade do “cérebro
direito”, onde as pesquisas demonstram ocorrer as sinapses
referentes à intuição, criatividade, espontaneidade,
deixando a mente racional de lado, e permitindo um aumento considerável
da capacidade do homem, ao mesmo tempo que a vida deixa de ser
um desafio penoso e sofrido.
Pela
seleção natural, só os fortes sobrevivem!
Os fortes, neste caso, são aqueles que estão buscando
em seu âmago o poder para ser feliz, e aceitam que existe
um caminho pouco trilhado da vida através da intuição,
deixando o raciocínio somente para as coisas lógicas
do dia-a-dia, como puxar a descarga do banheiro depois de usá-lo...
O
vício de utilizar a mente racional para encontrar a felicidade,
para decidir todas as nossas atitudes (se casamos, onde morar,
qual emprego buscar, qual o caminho espiritual, quantos filhos
terei, etc., etc.) é um contra-censo, porque ela não
foi feita para dar estas respostas: a mente racional é
propícia para buscar alimentos, cuidar de avisar os perigos
dos predadores e para a procriação. Só! Basta
olhar a sua volta e ver quantas pessoas são realmente felizes,
fazendo seus planos de vida através do raciocínio...
A
sociedade, através da escola, igrejas, famílias,
políticos, etc., nos ensina como crescermos através
da utilização da mente racional. Isto é uma
grande enganação. Pessoas que nunca foram felizes
e realizadas não podem ensinar o caminho. Toda a estrutura
que temos na sociedade foi construída por pessoas medrosas,
com medo da competição do outro ser humano, e utilizando
pouquíssimos recursos mentais, já que se limitam
a meia-dúzia de conceitos adquiridos pela repetição
das idéias dos outros. Qualquer animal cresce sem a mente
racional. Crescimento, motivação, coragem, amor,
nada disso tem a ver com a mente racional. Mas tudo isso está
plenamente acessível a cada ser humano, através
da intuição, advinda do uso adequado do cérebro
direito. E o que é melhor: a mente racional, que está
condicionada a procurar predadores pendurados em cada galho de
árvore que passamos, deixará de nos incutir tanto
medo, já que não daremos mais atenção
a ela.
É
importante lembrar: os perigos de morte que existiam há
6 milhões de anos atrás não existem mais,
mas a mente racional ainda continua procurando perigos. Por isso,
desloca os medos para a competição no emprego, na
família, no casamento, nos conflitos do Iraque, na Aids,
na gripe do frango e por aí vai... Coloque essa “mente
de museu” no seu devido lugar...
Puxe
a descarga...
Alex
Possato